Eu entrei na Medicina Veterinária porque queria trabalhar com cavalos. E consegui.
Saí da faculdade empregada em um haras com cerca de 300 animais e aproximadamente 120 nascimentos por ano.
Meu salário? R$ 1.200 por mês.
Eu estava dentro do meu sonho. Mas ainda estava muito longe de saber construir a carreira que queria.
Em determinado momento, depois de uma sequência de acontecimentos que mexeram profundamente comigo, fui demitida. Saí sem saber exatamente o que faria.
Continuei estudando. Comecei a frequentar o que existia de cavalo na região. Apareceu um atendimento. Depois outro. Conheci pessoas. Comecei a trabalhar com uma veterinária de reprodução.
Aprendi. Errei. Atendi. Rodei haras. Construí clientes.
E aconteceu algo que eu jamais imaginaria no momento em que fui demitida: fui chamada de volta para trabalhar como responsável naquele mesmo haras. Ali implementei o que vinha estudando e aprendendo na prática.
Segundo meus registros daquela experiência, a taxa de perdas de potros caiu de aproximadamente 70% para 10%.
A demissão que parecia um desastre acabou me obrigando a aprender uma coisa que a faculdade não tinha me ensinado: como construir uma vida profissional trabalhando com cavalos.
Foi dessa experiência, somada aos anos de atuação na Medicina Equina, que nasceu o que hoje ensino na Formação Hipiátrica. Não para você copiar a minha carreira. Mas para não precisar descobrir tudo sozinho na tentativa e erro.